Era para ser “a” CRÔNICA ESPORTIVA DA SEMANA…. mas, vou poupá-los de tamanho sofrimento. Um só já basta: ler este texto.
De qualquer forma, uma nota sobre o jogo de ontem – jogo em quadra de futsal. E uma e exclusiva nota sobre o goleiro. Por dois motivos: porque eu sou o goleiro de nosso time (e daí se extrai a excentricidade do que move todo goleiro) e porque, no fundo, o degas aqui é egocêntrico mesmo. Contudo, como calar ante tão glorioso elogio do nosso Grão-Mestre da Confraria Futebolístico-Literária, Dado “Dinho” Mestre Menuzzi? Como silenciar após o elogios dos eficientíssimos artilheiros (Pablo, Fabiano)? Como, enfim, ficar calado diante de elogios tão exatos, precisos e infalíveis de nossos zagueiros? Aliás, exato e preciso como deveria ser a atuação de um bom goleiro, arqueiro, quíper, guarda-metas, guarda-redes…. Como deveria ser a atuação de um bom vigia: defender o que tem que ser defendido.
Sábias palavras, Mestre!
O elogio sobre o bom reflexo do goleiro Dêga, contudo, é apenas o reconhecimento do trabalho de recuperação após o rompimento de minha ulna esquerda (num belo trabalho do Professor Camilo Corbellini, o Fisioterapeuta), uma vez que reflexo o goleiro adquire na sequência dos jogos, na intensidade dos acontecimentos….. Na base do impacto.
Impacto que, ontem à noite, quase degolou o Degas aqui. Isso porque depois do chute forte do atacante no maxilar, o impacto me deixou com o rosto descarrilhado – e confesso que ainda não sei como consegui mastigar aquele pedaço de pão no café, hoje pela manhã.
Dêga, o Degoleirado.
P.S. 1 – Degas, se alguém não sabe, significa “eu”, “sujeito importante”, “contador de vantagens”, ou na definição de Antônio Houaiss, “a própria pessoa que está falando”.
P.S. 2 – Vou propor para a equipe do Dicionário Houaiss a inclusão dessa nova palavra: DEGOLEIRADO, o goleiro degolado.