Era Beatriz
Era Beatriz. Beatriz em 1983. A garota com os olhos apertados que vi escorada no balcão da farmácia era Beatriz. Beatriz da parada 56 do bairro da minha infância. Lá havia um colégio de ensino de segundo grau, como se dizia na […]
Era Beatriz. Beatriz em 1983. A garota com os olhos apertados que vi escorada no balcão da farmácia era Beatriz. Beatriz da parada 56 do bairro da minha infância. Lá havia um colégio de ensino de segundo grau, como se dizia na […]
Adiante, outra descida, tenho a impressão de que é a última, olho a redor, mas quem me confirma isso é o carro, este alugado de quatro portas e baixo orçamento que retirei na locadora há novecentos quilômetros atrás, e que, no entanto,
Durante dias fiquei aguardando ela chegar. Primeiro, vieram os homens, as máquinas e equipamentos, a sequência de reformas. Duas semanas depois, tudo estava concluído. Nem o lixo se enxergava, socado como ficou dentro de grandes caçambas de resíduos. Aquela residência
Dá trabalho ter mais de uma mulher – os mil e seiscentos reais de salário e a jornada de onze horas de trabalho lhe diziam; percorrer uma casa a cada noite, também. Sopas em dias frios, comida nova (mais raro) ou requentada (mais frequente), jantares na esquina, sanduíches rápidos